Equipes da prefeitura realizaram mais de 100 mil atendimentos em saúde sexual e reprodutiva em sete meses

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Equipes de saúde da Prefeitura de Manaus realizaram mais de 100 mil atendimentos em saúde sexual e reprodutiva nas unidades da rede básica municipal, de janeiro a julho deste ano. O dado indica o alcance das ações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para ampliar o acesso da população à orientação e aos métodos contraceptivos, contribuindo para fortalecer a autonomia das mulheres, reduzir as gestações indesejadas e prevenir agravos e óbitos de mães, bebês e crianças no município.

Conforme a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, Lúcia Freitas, a saúde sexual e reprodutiva envolve o bem-estar físico, emocional e social relacionado à sexualidade e à reprodução. Ela abrange o direito de cada pessoa de ter informações seguras, prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e situações de violência, e decidir livremente sobre ter filhos, além de ter acesso a métodos contraceptivos para exercer suas escolhas.

“O objetivo não é controlar o número de filhos, mas assegurar que cada mulher possa exercer seus direitos reprodutivos, realizar escolhas informadas e vivenciar uma gestação de maneira planejada, desejada e segura”, assinala a gestora.

A atenção à saúde sexual e reprodutiva, aponta Lúcia, envolve educação em saúde, planejamento reprodutivo, prevenção e cuidado das ISTs, acompanhamento pré-natal, assistência ao parto e ao puerpério, bem como a promoção de relações livres de coerção, discriminação e violência.

Dentre essas ações, a gestora destaca o planejamento reprodutivo como essencial para a redução da mortalidade materna, infantil e fetal, ao lado do pré-natal, da assistência ao parto e do acompanhamento da criança. Além de evitar a gravidez indesejada, o acesso oportuno a métodos contraceptivos garante o intervalo adequado entre gestações, favorecendo a recuperação da mulher e a atenção a complicações de saúde do bebê e da mãe, como a anemia e a prematuridade.

“Esse planejamento também permite às equipes de saúde acompanhar condições clínicas de risco e doenças preexistentes, como hipertensão e diabetes, antes da gravidez. Já o uso do preservativo reduz agravos que podem afetar a gestação, o parto e a saúde do recém-nascido”, complementa Lúcia.

Métodos e oferta

A rede municipal de Atenção Primária à Saúde (APS) oferta métodos contraceptivos diversos, incluindo preservativos externos e internos, que protegem também contra ISTs, contraceptivos hormonais orais e injetáveis, dispositivo intrauterino (DIU) e implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel. As equipes das unidades básicas fazem ainda encaminhamentos para laqueadura e vasectomia, procedimentos cirúrgicos de esterilização voluntária.

Conforme Lúcia Freitas, as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) têm acesso aos métodos anticoncepcionais por demanda espontânea ou nos atendimentos nas unidades de saúde, sendo orientadas sobre opções disponíveis, modo de uso, eficácia, benefícios, possíveis efeitos adversos e contraindicações, antes de escolher o mais adequado, segundo suas condições clínicas, necessidades e projeto de vida.

“A oferta é condicionada à avaliação individual, às indicações e contraindicações clínicas e à disponibilidade dos insumos. Nenhum método é imposto à mulher, pois a escolha livre e informada é um princípio fundamental do planejamento reprodutivo”, pontua a gestora.

Conforme Lúcia, a população pode ter acesso aos preservativos nas unidades básicas sem necessidade de prescrição, enquanto os métodos hormonais são ofertados às usuárias mediante avaliação clínica, em unidades de referência da rede municipal.

“A Semsa tem hoje 30 unidades com equipes habilitadas para a inserção do DIU de cobre e 25 para a inserção do implante subdérmico. Se a unidade da usuária ainda não realiza o procedimento, ela será encaminhada ao ponto da rede mais próximo que oferte o serviço”, relata.

A gestora destaca que o implante subdérmico de etonogestrel, um dos mais eficazes métodos para prevenção da gravidez, hoje é ofertado para todas as adolescentes e mulheres na faixa etária de 14 a 49 anos, conforme avaliação clínica. Ela enfatiza que as adolescentes têm direito ao atendimento, à orientação e ao acesso aos métodos contraceptivos, com respeito à privacidade, ao sigilo e à autonomia progressiva.

“A ausência de responsável não deve impedir o atendimento. Nos casos envolvendo menores de 14 anos, adicionalmente, devem ser adotadas as medidas de proteção previstas para possíveis situações de violência sexual, sem que isso resulte na recusa ou no adiamento do cuidado contraceptivo”, relata a servidora.

Nos atendimentos, as equipes de saúde incentivam também a dupla proteção, com o emprego de um método oral, injetável ou DIU e o uso do preservativo. “Essa estratégia previne simultaneamente a gravidez não planejada e as ISTs, sendo especialmente importante entre adolescentes e jovens”.

Atendimentos

A Semsa Manaus realizou, de janeiro a julho de 2026, um total de 107.166 atendimentos em saúde sexual e reprodutiva. A estratégia é essencial para garantir o bem-estar físico, mental e social, além de assegurar direitos humanos básicos e a autonomia de adolescentes e mulheres sobre o próprio corpo.

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Texto – Jony Clay Borges / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa

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