EUA enfrentam pior surto de sarampo em 35 anos; Nova York declara emergência

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País já registra quase 3,9 mil casos em 2026; Pensilvânia ultrapassa mil infectados e contabiliza cinco mortes

Os Estados Unidos enfrentam em 2026 o pior cenário de sarampo em mais de três décadas. Dados atualizados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apontam 3.887 casos confirmados da doença até 1º de outubro, o maior número registrado no país desde 1991.

O avanço da doença levou o estado de Nova York a declarar situação de emergência por desastre nesta semana. Segundo informações divulgadas pelas autoridades estaduais, Nova York contabilizava 108 casos neste ano, sendo 92 registrados desde 15 de julho em 18 condados.

A medida emergencial amplia a capacidade de resposta das autoridades de saúde, permitindo que mais profissionais possam participar da vacinação e de procedimentos relacionados ao diagnóstico da doença. A ordem permanece prevista até 4 de novembro.

Pensilvânia supera mil casos

A situação mais preocupante está na Pensilvânia. O Departamento de Saúde estadual informou que o número de casos chegou a 1.004, com 198 hospitalizações e cinco mortes.

O atual surto no estado começou em abril, na região oeste da Filadélfia, e já é considerado o maior registrado na Pensilvânia em mais de três décadas.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades estaduais, as cinco pessoas que morreram após contrair sarampo na Pensilvânia não estavam vacinadas.

95% dos casos estão relacionados a surtos

Os números nacionais mostram a dimensão da circulação do vírus. Segundo o CDC, 42 novos surtos foram registrados nos Estados Unidos em 2026.

Dos 3.887 casos confirmados até 1º de outubro, aproximadamente 95% — 3.700 ocorrências — estavam associados a surtos.

O número também representa um forte crescimento em relação a 2025, quando os Estados Unidos registraram 2.289 casos durante todo o ano.

Queda na vacinação preocupa

O CDC aponta a redução da cobertura vacinal como um dos fatores que deixam comunidades mais vulneráveis à circulação do vírus.

Entre crianças em idade de entrar no jardim de infância, a cobertura da vacina tríplice viral (MMR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, caiu de 95,2% no ano letivo de 2019-2020 para 92,4% em 2025-2026.

A estimativa é de que aproximadamente 280 mil crianças dessa faixa escolar estejam vulneráveis por não terem a proteção adequada.

O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa. Entre os primeiros sintomas estão febre, tosse e coriza, seguidos geralmente pelo aparecimento das manchas características na pele.

Duas doses da vacina MMR oferecem cerca de 97% de proteção contra o sarampo, segundo autoridades de saúde norte-americanas.

Os dados nacionais são preliminares e atualizados semanalmente pelo CDC. Números divulgados diretamente pelos estados podem estar mais recentes do que a consolidação federal.

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