Após caso de sarampo, Santo André começa a vacinar bebês a partir dos 6 meses

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Medida amplia proteção para crianças de 6 a 11 meses; São Paulo já contabiliza 36 casos da doença em 2026

A cidade de Santo André, no ABC Paulista, passou a oferecer a chamada “dose zero” da vacina contra o sarampo para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A medida foi adotada após a confirmação de um caso da doença no município e segue orientação do Ministério da Saúde.

A imunização é feita com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A estratégia busca aumentar a proteção das crianças menores de um ano, consideradas mais vulneráveis às complicações da doença.

A dose zero, entretanto, não substitui as vacinas previstas no calendário de rotina. Mesmo recebendo a aplicação antecipada, a criança deverá tomar normalmente as doses indicadas aos 12 e aos 15 meses de idade.

São Paulo registra aumento de casos

A ampliação da vacinação ocorre em meio ao crescimento dos registros de sarampo no estado de São Paulo.

Até a última atualização, 36 casos haviam sido confirmados em 2026: 32 na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. Em todo o ano de 2025, São Paulo havia registrado apenas dois casos.

O caso identificado em Santo André envolve um homem de 36 anos que possuía histórico de vacinação. Entre os casos registrados no estado neste ano também estão crianças menores de dois anos com esquema vacinal incompleto.

A aplicação da dose zero em bebês de 6 a 11 meses já vinha sendo utilizada em outras áreas consideradas de maior risco, como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Amazonas também está em alerta

O cenário merece atenção também no Amazonas. Em setembro, o Ministério da Saúde confirmou três casos importados de sarampo em Tabatinga, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

Segundo o Ministério, os pacientes eram procedentes do Peru e não tinham histórico de vacinação contra a doença. Equipes federais foram mobilizadas para apoiar as ações de vigilância, investigação de casos suspeitos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal em Tabatinga e Carauari.

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde informou que o Brasil continua sem transmissão sustentada do sarampo. A pasta reforça que a vacinação é a principal estratégia para impedir a reintrodução e a circulação do vírus no país.

O que é a “dose zero”?

A dose zero é uma aplicação adicional da vacina tríplice viral destinada a crianças entre 6 e 11 meses em determinadas situações de risco epidemiológico.

Ela funciona como uma proteção antecipada e temporária. Por isso, não é contabilizada como parte do esquema vacinal regular da criança. Após completar um ano, o bebê precisa continuar seguindo normalmente o Calendário Nacional de Vacinação.

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível. Diante da ocorrência de casos, as autoridades de saúde recomendam que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e procurem uma unidade de saúde quando houver doses em atraso.

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