Wilson Lima rebate polêmica dos respiradores e chama caso de “maior fake news do Amazonas”

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Candidato ao Senado afirma que equipamentos foram comprados de uma importadora autorizada e diz que narrativa é reeditada a cada eleição

O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) voltou a se manifestar sobre a compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19, episódio que ficou conhecido no Amazonas pela associação dos equipamentos a uma suposta “loja de vinhos”. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (18), o ex-governador classificou a narrativa como uma das maiores fake news do estado.

“É hora de acabar com a maior fake news do Amazonas: a compra de respiradores em loja de vinho”, afirmou Wilson no início da gravação.

Segundo o candidato, os equipamentos foram adquiridos da empresa FJAP, uma importadora autorizada a comercializar mais de 40 tipos de produtos, entre eles bebidas e equipamentos médico-hospitalares. Wilson destacou que a empresa utilizava o nome fantasia Vineria Adega, além de manter uma loja de vinhos.

Para ele, a associação entre o nome da empresa e a atividade comercial teria sido utilizada para criar a narrativa de que os respiradores foram comprados diretamente em uma loja de vinhos.

“A prioridade era salvar vidas”

Wilson Lima afirmou que a aquisição ocorreu durante um dos momentos mais críticos da pandemia, quando respiradores e outros equipamentos hospitalares estavam em falta em diversos países devido à alta demanda mundial.

De acordo com o candidato, naquele período o Amazonas enfrentava dificuldades estruturais, com falta de leitos, unidades de terapia intensiva e usinas de oxigênio no interior.

“Coloquem-se no meu lugar: não havia uma UTI no interior, não havia uma usina de oxigênio no estado inteiro e não tínhamos leitos suficientes nem em Manaus. A nossa prioridade era salvar vidas”, declarou.

Wilson também afirmou que os equipamentos adquiridos da importadora tinham prazo de entrega considerado mais rápido diante das opções disponíveis naquele momento.

Ex-governador diz que não houve tentativa de esconder compra

No vídeo, Wilson ressaltou que acompanhou publicamente a chegada dos respiradores ao Amazonas e divulgou a aquisição por meio de entrevistas e redes sociais.

O candidato argumentou que, se houvesse intenção de esconder a compra, não teria participado publicamente da chegada dos equipamentos.

“Vocês acham que, se a equipe de saúde tivesse comprado respiradores no balcão de uma loja de vinhos, eu teria ido receber os equipamentos no aeroporto, teria ido para a televisão e para as redes sociais? Não faz sentido”, afirmou.

Wilson também disse que considera que a polêmica é retomada durante períodos eleitorais.

Wilson rebate informação sobre julgamento

Durante a gravação, o candidato também contestou uma informação atribuída à candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo, segundo a qual ele seria julgado no dia 2 de setembro.

Wilson afirmou que, nessa data, será analisado apenas um recurso apresentado por sua defesa, dentro do andamento processual, e que isso não significa que haverá o julgamento mencionado nas redes sociais.

“Errei, acertei, mas nunca me acovardei”

Ao final do vídeo, Wilson afirmou que os ataques políticos contra sua trajetória se repetem desde sua entrada na vida pública.

Segundo ele, parte da classe política tradicional não teria aceitado sua chegada ao Governo do Amazonas e, agora, sua candidatura ao Senado.

“Se eu não tivesse comprado os respiradores com rapidez, hoje poderia ser considerado pelo povo e pela Justiça como um governador omisso. E isso eu não sou. Errei, acertei, mas nunca me acovardei”, concluiu.

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