Teatro Amazonas recebe título de patrimônio mundial da Unesco após campanha da gestão Wilson Lima

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Governo do Amazonas, durante a gestão de Wilson, participou da elaboração do dossiê da candidatura, forneceu informações técnicas sobre o monumento, promoveu a mobilização institucional e acompanhou as etapas de avaliação internacional

O pré-candidato ao Senado Wilson Lima celebrou, nesta segunda-feira (27/07), o reconhecimento do Teatro Amazonas como Patrimônio Mundial Cultural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A aprovação ocorreu durante reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, na Coreia do Sul, e representa um marco para a valorização internacional da história, da arquitetura e da cultura amazônicas.

“Eu participei lá atrás da campanha para que houvesse esse reconhecimento do Teatro Amazonas porque nós sabemos da importância cultural que ele tem para o estado. É o nosso maior símbolo, mas também para a Amazônia e para o Brasil, sendo um dos teatros mais antigos do país, com uma influência europeia muito forte e com muitos dos seus materiais, como pano de boca e outras estruturas originais, conservadas desde quando ele foi construído. É um motivo de muita alegria, muita felicidade de ter nosso maior patrimônio cultural reconhecido agora mundialmente”, afirmou Wilson Lima.

O reconhecimento foi concedido por meio de uma candidatura conjunta do Teatro Amazonas, em Manaus, e do Theatro da Paz, em Belém. Os dois monumentos passam a integrar a Lista do Patrimônio Mundial sob a denominação “Teatros da Amazônia”, como um bem cultural seriado, por compartilharem características históricas, arquitetônicas e culturais ligadas às transformações vividas pela região no fim do século XIX.

O título amplia a visibilidade internacional da cultura amazônica, fortalece o turismo cultural e insere os dois teatros em uma rede mundial de proteção e cooperação voltada à preservação de patrimônios relevantes para a humanidade.

A conquista também reforça o papel do Teatro Amazonas como símbolo da identidade e do sentimento de pertencimento do povo amazonense. Além de sua importância arquitetônica, o monumento representa a diversidade cultural da região, reunindo expressões indígenas, caboclas, ribeirinhas, urbanas e populares.

A proposta foi formalizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores, com a colaboração das secretarias de Cultura do Amazonas e do Pará, além das prefeituras de Manaus e Belém. O dossiê oficial da candidatura foi entregue à Unesco em janeiro de 2025.

Durante a gestão Wilson Lima, o Governo do Amazonas participou da elaboração do dossiê e forneceu informações técnicas sobre a história, a conservação, a gestão, a programação cultural e a importância social e econômica do Teatro Amazonas. O Estado também promoveu ações de mobilização e acompanhou as etapas de avaliação realizadas em Manaus.

Avaliação internacional

Entre os dias 8 e 10 de setembro de 2025, Manaus recebeu a missão técnica do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), órgão consultivo responsável pela avaliação da candidatura e pela elaboração do parecer que subsidiou a decisão do Comitê do Patrimônio Mundial.

Durante os três dias de atividades, foram analisados o protagonismo do Teatro Amazonas na paisagem urbana, os aspectos arquitetônicos, a adaptação do monumento ao ambiente em que está inserido, o uso de seus espaços e o papel cultural, social e econômico que exerce.

A avaliação também considerou as condições físicas do edifício, a acessibilidade, a segurança, a sustentabilidade, a administração, a manutenção, os impactos urbanos e as atividades culturais e econômicas desenvolvidas no teatro e em seu entorno.

A comitiva percorreu o Teatro Amazonas, incluindo áreas técnicas e bastidores, visitou o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e a Central Técnica de Produção e realizou avaliações no Largo de São Sebastião e no núcleo histórico de Manaus.

A missão técnica também acompanhou o funcionamento cotidiano do monumento, com ensaios da Amazonas Filarmônica, visitação turística, atividades educativas do projeto Livro Vivo e espetáculos noturnos. A programação incluiu ainda encontros com os corpos artísticos, equipes técnicas, moradores do Centro, comerciantes e profissionais da cultura, do turismo, da educação patrimonial e da economia criativa.

Patrimônio vivo

Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, o Teatro Amazonas recebeu 198.183 visitantes. Foram 134.078 pessoas ao longo de 2025 e outras 64.105 somente no primeiro semestre deste ano.

Nesse período, o monumento recebeu 83.987 visitantes nacionais, 35.882 internacionais e 44.672 moradores do Amazonas, além de 33.642 entradas destinadas a crianças, pessoas com deficiência, estudantes, guias de turismo e outros públicos contemplados com cortesias. Os números reforçam a importância do Teatro Amazonas para a cultura, o turismo e a economia criativa do estado.

O Teatro Amazonas também é o patrimônio cultural mais procurado pelos turistas que visitam o estado. Levantamento da Amazonastur referente a 2023 apontou que 61,79% dos visitantes conheceram o monumento durante a passagem pelo Amazonas.

Teatros da Amazônia

Inaugurado em 1896 e tombado pelo Iphan desde 1966, o Teatro Amazonas possui capacidade para 684 pessoas e recebe espetáculos de ópera, música, dança e teatro, além de manifestações populares como o boi-bumbá. O Theatro da Paz, inaugurado em 1878, em Belém, também representa as transformações urbanas, sociais, econômicas e culturais vividas pela Amazônia no fim do século XIX.

A candidatura conjunta evidenciou o contexto histórico compartilhado pelo Amazonas e pelo Pará e a importância dos dois monumentos para a formação cultural da região.

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