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Prefeito David Almeida lança edital de R$ 6,5 milhões, amplia repasses e consolida política social

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O prefeito de Manaus, David Almeida, lançou, nesta segunda-feira, 30/3, no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), o edital de chamamento público nº 001/2026 do Fundo Manaus Solidária (FMS), com investimento de R$ 6,5 milhões para fortalecer Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e ampliar ações de inclusão social, geração de renda e atendimento à população em situação de vulnerabilidade. O aviso do edital será publicado hoje no Diário Oficial do Município (DOM).

A nova edição amplia o valor de apoio por instituição, que passa de R$ 100 mil para até R$ 130 mil, e mantém critérios técnicos de seleção com base no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei nº 13.019/2014). Os recursos poderão ser aplicados na aquisição de equipamentos, materiais, custeio de atividades e remuneração de equipes, conforme plano de trabalho apresentado pelas instituições.

“Estamos fortalecendo uma rede que atua diretamente dentro das comunidades. Esse edital amplia o apoio, qualifica a seleção e garante que o recurso público chegue com mais eficiência a quem mais precisa”, afirmou o prefeito David Almeida.

As inscrições estarão abertas de 31 de março a 22 de maio de 2026, com envio de propostas por meio do site oficial do Fundo Manaus Solidária (manaus.am.gov.br/fms). O processo será conduzido com análise técnica das propostas, avaliação de impacto social e visitas in loco às instituições, assegurando rigor na seleção e na execução dos projetos. O edital também prevê critérios detalhados de habilitação, documentação e pontuação, além de suporte técnico às organizações durante o período de inscrição.

A iniciativa dá continuidade a uma política consolidada pela Prefeitura de Manaus, que, por meio do Fundo Manaus Solidária, já investiu mais de R$ 13 milhões em projetos sociais, apoiando 132 organizações e beneficiando mais de 143 mil pessoas na capital. Apenas em 2025, foram 97 projetos aprovados, com atendimento direto a mais de 11 mil pessoas, ampliando o alcance das ações em áreas como assistência social, saúde, educação e geração de renda.

A presidente do FMS, Viviana Lira, destacou o papel das instituições na execução das políticas públicas. “Essas organizações são, muitas vezes, o braço da assistência dentro das comunidades. O edital vem para fortalecer esse trabalho e ampliar o alcance das ações sociais na cidade”, afirmou.

O cronograma do edital prevê etapas de análise até agosto, com divulgação do resultado final no dia 18/8. As propostas serão avaliadas com base em critérios como relevância social, capacidade operacional, execução das atividades e impacto esperado, sendo exigida nota mínima para aprovação.

Ao ampliar o valor por projeto e manter um processo técnico de seleção, a Prefeitura de Manaus reforça um modelo de gestão que combina responsabilidade fiscal com impacto social direto, fortalecendo a rede de proteção social e ampliando oportunidades dentro das comunidades.

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Texto – Emanuelle Baires/Semcom-Prefeito

Fotos – Dhyeizo Lemos/Semcom-Prefeito e Arquivo/Semcom

Prefeitura autua 47 condutores e remove veículos por estacionamento irregular em Manaus

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Com objetivo de ordenar o trânsito e coibir práticas irregulares, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), realizou, nesta segunda-feira, 30/3, uma operação de fiscalização em importantes corredores viários da cidade, resultando em 47 autuações.

Na zona Leste, as equipes atuaram nas avenidas Autaz Mirim, Cosme Ferreira e Brigadeiro Hilário Gurjão, onde foram registradas 31 autuações por infrações como estacionamento sobre calçadas, em fila dupla e em locais próximos a esquinas, situações que comprometem a fluidez do tráfego e colocam pedestres em risco.

Já na zona Centro-Sul, também houve fiscalização, com a aplicação de 16 autuações. Durante a ação, dois veículos foram removidos por estarem estacionados sobre a calçada, prática considerada infração grave.

De acordo com o diretor de Operações de Trânsito do IMMU, Stanley Ventilari, a fiscalização é essencial para garantir a segurança viária e o ordenamento urbano. “Nosso foco é preservar vidas e manter a organização do trânsito. Quando um veículo estaciona de forma irregular, ele não prejudica apenas a fluidez, mas também coloca em risco pedestres e outros condutores. A fiscalização segue sendo intensificada em todas as zonas da cidade”, destacou.

A prefeitura reforça que ações como essa continuarão sendo realizadas de forma contínua, com o objetivo de promover um trânsito mais seguro e organizado para todos.

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Texto – Marcelo Lima / IMMU

Fotos – Divulgação / IMMU

Período de defeso do tambaqui, termina no Amazonas nesta terça-feira

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O período de defeso do tambaqui (Colossoma macropomum) chega ao fim nesta terça-feira (31/03), no Amazonas, e a pesca da espécie volta a ser permitida a partir de 1º de abril em rios e lagos do estado. A medida encerra seis meses de restrição voltada à proteção do ciclo reprodutivo do peixe e à manutenção dos estoques naturais, em um período que antecede a Semana Santa, quando há aumento na procura pelo pescado. 

Durante o período, iniciado em 1º de outubro, a captura do tambaqui em ambiente natural permaneceu proibida, conforme normas federais de ordenamento pesqueiro que regulamentam o defeso na região amazônica. A medida não se aplica a exemplares provenientes de piscicultura regularizada, cuja comercialização e manejo são permitidos durante todo o ano. 

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que o período de defeso contribui para a reposição dos estoques de tambaqui e influencia diretamente a dinâmica da pesca no estado, especialmente em momentos de maior consumo. 

“O defeso permite que o tambaqui complete seu ciclo reprodutivo e chegue ao período de liberação com maior disponibilidade nos rios. Isso se reflete na atividade pesqueira e no abastecimento, principalmente em datas como a Semana Santa, quando a demanda por pescado aumenta”, afirmou. 

O gerente de Controle de Pesca (GECP) do Ipaam, Gelson Batista, reforçou que, com o encerramento do período, a pesca volta a ser permitida, mas deve seguir as regras estabelecidas. “Com o fim do defeso, a pesca do tambaqui está liberada a partir de 1º de abril, desde que sejam respeitadas as normas, como o tamanho mínimo de captura de 55 centímetros”, explicou. 

A regulamentação do defeso está prevista nas normas de ordenamento pesqueiro e na legislação ambiental vigente. O descumprimento das regras pode configurar infração ambiental, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008, com aplicação de multas que variam de R$ 700 a R$ 100 mil, além de R$ 20 por quilo do pescado apreendido. 

Além das sanções financeiras, a legislação prevê a apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na atividade irregular, podendo haver também responsabilização administrativa e penal. 

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) reforça que a fiscalização é realizada de forma contínua e orienta que denúncias de pesca ilegal podem ser feitas à Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa), por meio do WhatsApp: (92) 98557-9454. 

FOTOS: Reprodução/Internet

TCE-AM reforça alerta: 17 órgãos ainda não iniciaram envio das PCAs a um dia do fim prazo

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Com o prazo final para envio das Prestações de Contas Anuais (PCAs) se encerrando nesta terça-feira (31), o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) intensificou o alerta aos gestores públicos para o cumprimento da obrigação dentro do prazo estabelecido.

“O TCE-AM reforça que a prestação de contas é uma obrigação legal e um instrumento essencial para garantir transparência, controle e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos”, destacou a conselheira-presidente Yara Amazônia Lins.

O levantamento mais recente do painel eletrônico da Corte, disponível em https://pca2026.tceam.tc.br, aponta que dos 401 jurisdicionados, 103 ainda não concluíram o envio de suas respectivas PCAs. A ferramenta online permite acompanhar a situação das entregas por órgão, município e esfera administrativa, indicando quais unidades já enviaram, iniciaram ou ainda não começaram o processo.

Entre os casos que mais preocupam estão 17 órgãos que permanecem com status de “prestação não iniciada”, indicando que o processo sequer foi aberto pelos responsáveis.

No sistema do Tribunal, o status é atualizado automaticamente ao acessar o ambiente de envio por meio do Domicílio Eletrônico de Contas (DEC). Ao abrir o sistema, o status já é alterado para “prestação iniciada”. Ou seja, os registros que seguem como “não iniciada” indicam que o gestor ainda não realizou nem o primeiro acesso à plataforma.

Punições

O secretário-geral de Controle Externo do TCE-AM, Mário Roosevelt, destacou que o não envio dentro do prazo pode resultar em medidas previstas na legislação.

“Caso o jurisdicionado não encaminhe a prestação de contas dentro do prazo, será feita a devida observação técnica para que apresente justificativa. A partir disso, podem ser aplicadas penalidades, como multas, recomendações e, dependendo da gravidade, a irregularidade das contas”, explicou.

Em situações mais graves, o Tribunal pode instaurar Tomada de Contas Especial, com encaminhamento ao Poder Legislativo e acompanhamento técnico, além da possibilidade de responsabilização mais ampla do gestor.

“Se não houver justificativa plausível ou forem identificadas irregularidades graves, isso pode levar inclusive à inelegibilidade do gestor, após todo o trâmite legal”, acrescentou.

Texto: Pedro Sousa
Foto: Filipe Jazz

DICOM TCE-AM

Governador Wilson Lima inicia entrega de 470 toneladas de peixe e reforça segurança alimentar na Semana Santa

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O governador Wilson Lima inicia, nesta segunda-feira (30/03), a entrega de 470 toneladas de pescado destinadas a instituições assistenciais, em mais uma ação do programa Peixe no Prato Solidário, destinada ao combate à insegurança alimentar durante a Semana Santa. A iniciativa garante alimento na mesa de milhares de famílias em situação de vulnerabilidade da capital e do interior.

“Nós estamos dando prioridade a esses pequenos piscicultores, principalmente os que são incentivados pela nossa ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável) e pela nossa Secretaria de Produção Rural. Isso é importante porque fomenta essa atividade de pessoas que já foram beneficiadas em algum momento pela nossa secretaria. Por um lado, nós estamos estimulando a atividade econômica e, por outro, fazendo uma ação social muito importante”, afirmou Wilson Lima.

A ação é coordenada pela ADS, em parceria com o Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), e vai beneficiar 600 instituições credenciadas na rede de assistência estadual. Todas as entidades contempladas passaram por processo de cadastro e validação, com base em critérios técnicos e sociais, e estão sendo atendidas de forma organizada, conforme cronograma previamente definido.

Ao todo, mais de 150 mil famílias devem ser alcançadas na capital e na Região Metropolitana de Manaus, por meio das instituições que atuam diretamente nas comunidades, e que já têm vínculo com a rede estadual de assistência social.

Com investimento de aproximadamente R$ 8 milhões, a ação integra o programa Peixe no Prato Solidário, que alia o combate à insegurança alimentar ao fortalecimento do setor primário. A estratégia adotada permite, ao mesmo tempo, garantir o acesso ao alimento e estimular a produção local, gerando renda para trabalhadores do interior.

Pescado

A aquisição do pescado é realizada por meio do Programa de Assistência Familiar (PAF), contemplando piscicultores da capital e de municípios como Autazes, Apuí, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Novo Airão e Rio Preto da Eva. A medida fortalece a cadeia produtiva do pescado e amplia as oportunidades para pequenos produtores.

Além de garantir alimento na mesa de famílias em situação de vulnerabilidade, a ação reforça a política estadual de assistência social, ampliando o alcance de programas que atuam diretamente na redução das desigualdades. A iniciativa também fortalece a rede de proteção social, que atua de forma integrada em diversas frentes.

Outro ponto de destaque é o impacto econômico da iniciativa, que movimenta a cadeia produtiva do pescado no estado. Ao priorizar a compra direta de produtores locais, o Governo do Amazonas estimula a economia regional e assegura a circulação de recursos em diferentes municípios.

Beneficiados

Representando uma das instituições beneficiadas, o Instituto Nossa Comunidade Ativa, a presidente Lilian Cordeiro atua com projetos sociais para capacitação de jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade, além de prestar apoio na emissão de documentos para a população.

Segundo ela, a doação chega em um momento essencial para as famílias atendidas, especialmente durante a Semana Santa, período em que muitas não têm condições de garantir o alimento tradicional. A iniciativa contribui para que essas famílias possam vivenciar esse período com mais dignidade.

“Essa é a importância, porque a gente trabalha com muitas mães solo que precisam, nessa semana que é a Semana Santa, de um peixe na mesa, e muitas não têm. Então, vai ser de grande importância para que elas possam celebrar esse momento”, destacou a representante institucional.

Desde a criação do programa, em 2021, o Governo do Amazonas já realizou a entrega de cerca de 1,5 mil toneladas de pescado. O volume consolidou a iniciativa como uma das principais ações de segurança alimentar com impacto direto na vida de milhares de famílias em todo o estado.

Participaram da entrega os deputados estaduais George Lins e Professora Jacqueline; os vereadores Diego Afonso e Saimon Bessa; o secretário de Produção Rural, Daniel Borges; a presidente da ADS, Michelle Bessa, e a secretária do FPS, Kathelen Santos.

FOTOS: Antonio Lima/Secom

Aposentados fantasmas deram prejuízo de R$ 2 milhões a Manacapuru

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) apura um esquema ilegal de “aposentadorias fantasmas” que ocasionou um prejuízo de mais de R$ 2 milhões ao Fundo Previdenciário de Manacapuru (FUNPREVIM). O caixa de investimentos garante o pagamento dos servidores aposentados do município e já sofre com poucos recursos.

A Notícia de Fato (procedimento investigatório inicial) foi instaurada após uma denúncia anônima. O caso teria iniciado em agosto de 2024, último ano da gestão do prefeito Beto D’Ângelo (Republicanos). Os pagamentos duraram até fevereiro de 2026, já na gestão da prefeita Valciléia Maciel (MDB). A reportagem procurou a gestora, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

A ilegalidade ocorria a partir da inclusão de pessoas no sistema de pagamento do FUNPREVIM sem que, de fato, fizessem jus à aposentadoria. Havia desde pessoas que estavam na ativa e até mesmo esposo e filho de uma servidora do Fundo.

Dos 22 nomes que se suspeita de recebimento ilegal de valores, pelo menos 17 não são sequer maiores de 60 anos. Deste grupo específico, nove tem menos de 30 anos. A pessoa mais nova possui 20 anos.

A depender do mês e do ano em que a pessoa foi incluída, o menor valor total pago por todo o período da ilegalidade foi de R$ 7,5 mil e chegou até a R$ 202 mil nos casos de “beneficiários” que permaneceram por mais tempo no esquema.

Também há suspeitas de nomes e datas de nascimento incorretas ou até mesmo desconhecimento de que pessoas listadas como beneficiárias soubessem da ilegalidade. Havia casos em que o nome do aposentado era um, mas a conta indicada para recebimento dos valores era outra.

Prejuízo
Os aposentados fantasmas chegavam a receber mais de R$ 10 mil por mês. Além do salário-base para o cargo de professor, de R$ 5,3 mil, o contracheque era turbinado com o pagamento de gratificações e benefícios indevidos. Havia desde taxas de localidade, pagas a servidores que atuam em áreas de difícil acesso até adicional por tempo de serviço e gratificação por trabalho em área técnica.

A apuração prévia aponta que as inclusões indevidas do nome ocorreram durante a gestão do então presidente do Fundo, Arnaldo Costa Campos. À época, a folha de pagamento era operada pelo servidor Rebson Rodrigues da Silva. Também havia dois beneficiários que eram parentes da servidora do Fundo Sandra Vasconcelos Ramos. A reportagem não conseguiu contato com os nomes citados. O espaço continua aberto para manifestações.

Presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação do Município de Manacapuru (Sinducam), Edlane Moreira diz que as denúncias são graves e merecem toda a seriedade das autoridades competentes.

“Se for verdade, isso representa não apenas um desvio de recursos públicos, mas um golpe direto contra os trabalhadores da educação que contribuem e contribuíram durante anos para garantir uma aposentadoria digna”, destaca.

O Sinducam repudiou qualquer forma de desvio ou manipulação dos recursos previdenciários dos profissionais da educação e defendeu que, comprovada a fraude, os envolvidos sejam responsabilizados. “Esses trabalhadores construíram carreiras inteiras acreditando que suas contribuições estariam protegidas. Ver esse patrimônio possivelmente desviado é inadmissível”, diz a presidente.

Posicionamentos
O então presidente do FUNPREVIM foi indicado, à época, pelo ex-prefeito Beto D’Ângelo. Para A CRÍTICA, ele disse desconhecer o esquema. “O Arnaldo foi nomeado por mim, mas ele é servidor de carreira da prefeitura, tem mais de 30 anos. Eu fui informado dessa situação agora também. Se eu soubesse durante a minha gestão, teria tomado as providências”, afirmou.

O atual gestor do FUNPREVIM, Rogério Teles, diz que tomou conhecimento do caso a partir de notificação do MPAM e que a gestão da prefeita Valciléia Maciel vem cooperando para o esclarecimento dos fatos. “Respondemos a todos os questionamentos levantados pelo Ministério Público e a prefeita rapidamente ordenou a suspensão dos pagamentos e exoneração dos servidores suspeitos de envolvimento”, ressalta.

Procurado pela reportagem, o MPAM informou que a Notícia de Fato instaurada corresponde à fase inicial de apuração realizada pelo Ministério Público, a partir de denúncia recebida por canais institucionais, como Ouvidoria, protocolo, e-mail ou encaminhamento por órgãos da sociedade civil organizada.

“Nesta etapa preliminar, o Ministério Público busca reunir informações junto aos envolvidos — especialmente os órgãos públicos mencionados —, garantindo espaço para o contraditório e para que os eventuais citados possam prestar esclarecimentos”, diz a nota.

O órgão explica que, ao final dessa fase inicial, caso não sejam identificados elementos mínimos que justifiquem o prosseguimento, a Notícia de Fato pode ser arquivada. Por outro lado, havendo indícios que demandem aprofundamento, poderão ser adotadas as medidas cabíveis.

“Ressaltamos, por fim, que o procedimento em questão tramita sob sigilo, por decisão judicial, razão pela qual o Ministério Público está legalmente impedido de fornecer informações específicas sobre o caso, incluindo nomes de eventuais envolvidos, valores ou medidas adotadas até o momento”, finaliza o posicionamento

Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,17% para 4,31% este ano

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela terceira semana seguida a previsão para a inflação deste ano foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

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Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7%, uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. 

No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,8% para 3,84%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,57% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual

Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. 

Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,84% para 1,85%. 

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. 

Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

Fonte: Agência Brasil
Foto: José Cruz

Força integrada contra o crime apreende mais de 1 tonelada de drogas

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) cumpriu, entre 23 e 29 de março, mais de 100 mandados (entre buscas e prisões). Criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e composto pela Polícia Federal e por forças de segurança estaduais, o grupo também apreendeu mais de 1 tonelada de entorpecentes.

As ações de enfrentamento ao crime organizado nesta semana ocorreram em diferentes regiões do país e foram destacadas pela Polícia Federal.

Destaques

A força de segurança estadual do Amazonas, por exemplo, apreendeu mais de 1 quilo (kg) de ouro, em Manaus. Com base nas investigações, as equipes realizaram monitoramento em uma embarcação na capital amazonense. Na vistoria, encontraram duas barras metálicas com características semelhantes ao ouro. O suspeito foi conduzido à sede da Polícia Federal de Manaus. O material foi apreendido e será submetido à análise pericial.

Outros destaques ficam por conta da Ficco/GO e da Ficco/MG, que prenderam na sexta-feira (27), no município de Hidrolândia (GO), um foragido da Justiça Estadual de Minas Gerais, acusado de tentativa de feminicídio. O suspeito tinha mandado de prisão preventiva expedido desde dezembro de 2025. O crime foi cometido em maio de 2021, em Belo Horizonte. O homem detido foi encaminhado para o presídio de Aparecida de Goiânia (GO).

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais também prendeu, no dia 27, um suspeito de tentativa de homicídio na cidade de Uberaba (MG). O suspeito teria desferido golpes de facão na região do pescoço da vítima durante desentendimento.

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Combate ao tráfico de drogas

Em Minas Gerais, a força integrada cumpriu mandado de prisão contra um homem apontado como integrante de facção criminosa com atuação na região do Triângulo Mineiro. O alvo havia sido condenado a uma pena de reclusão de 13 anos e sete meses por financiar o tráfico internacional de entorpecentes.

A Ficco/Ilhéus (BA) também atuou contra o tráfico de ilícitos e cumpriu 19 mandados judiciais contra líderes de uma organização criminosa que usava técnicas bancárias e nomes de terceiros para fazer o dinheiro das drogas parecer dinheiro limpo e legalizado.

Outra ação, da Ficco/SP, apreendeu 220 kg de drogas, enquanto a Ficco/AM apreendeu 800 kg em uma abordagem fluvial.

Captura de foragidos

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado aponta que, em Capivari do Sul (RS), um homem procurado pela Operação Célula Oculta foi preso. Ele não havia sido localizado durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva no município de São Leopoldo (RS).

Em outra ação conjunta da força gaúcha, um homem com mandado de prisão em aberto foi preso em Santa Catarina. Outras prisões foram realizadas pelas unidades do Amapá, de Mato Grosso do Sul, São Paulo e do Pará.

Ficcos

Criadas com base no conceito de força-tarefa, as forças integradas de Combate ao Crime Organizado têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de segurança pública.

As Ficcos estão presentes em todas as unidades da Federação. Atualmente, 39 unidades atuam em diferentes localidades do país.

Participam da iniciativa: polícias civis, militares e penais; guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen/MJSP) e secretarias de Segurança Pública estaduais. A atuação conjunta é coordenada pela Polícia Federal, sem hierarquia entre as instituições participantes.

Em 2025, juntas, as Ficcos realizaram 246 operações, nas quais foram cumpridos mais de 2 mil mandados de busca e apreensão e mais de 1,5 mil de prisão.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro tem 24h para explicar fala de Eduardo sobre acesso a vídeo

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para o ex-presidente Jair Bolsonaro explicar o suposto acesso a um vídeo durante o cumprimento da prisão domiciliar.

A medida foi tomada após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmar, em publicação nas redes socais, que enviaria ao seu pai a gravação da participação dele em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos.  

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai”, disse o ex-parlamentar.

Na decisão, Moraes explicou que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar celulares ou qualquer outro de meio comunicação externa direta ou por meio de terceiros.

“Intimem-se os advogados regularmente constituídos pelo custodiado para que prestem esclarecimentos a esta Suprema Corte, sobre a referida postagem, no prazo de 24h”, decidiu Moraes.

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Na semana passada, o ministro concedeu prisão domiciliar temporária de 90 dias ao ex-presidente, período no qual Bolsonaro deverá se recuperar de uma broncopneumonia.

Durante o período do benefício, o ex-presidente será monitorado por tornozeleira eletrônica, e agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da casa para evitar fuga.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

Fonte: Agência Brasil

Governo do Amazonas realiza maior mutirão de castração do estado

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Com 1.168 castrações realizadas em apenas 8 horas, o Amazonas registrou o maior mutirão já promovido no estado. A ação foi realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), no domingo (29/03), em Manaus, durante o “Mega Castração Amazonas”, no Largo de São Sebastião, no Centro. A iniciativa reuniu tutores de diferentes zonas da capital, que buscaram o serviço gratuito para garantir a saúde dos animais e contribuir para o controle populacional. A programação foi acompanhada pelo governador Wilson Lima.

“Nós sabemos que há muitos animais em lares, muitos animais nas ruas que precisam de castração. E nem sempre essas famílias que têm a guarda desses animais têm condições de ir a um veterinário, a uma clínica particular. O que estamos fazendo é aproveitar para fazer essa ação e dar continuidade através do nosso Hospital Veterinário, das nossas ações itinerantes”, afirmou Wilson Lima.

A secretária de Estado de Proteção Animal, Joana Darc, destacou o impacto da ação tanto para a causa animal quanto para a saúde pública. “No Amazonas, no norte do Brasil, a gente consegue fazer políticas públicas eficientes, de bem-estar animal, como castração. Nós temos hoje sete castramóveis, mais o Hospital Público Veterinário do Amazonas, fora todas essas nossas ações. Isso é um passo gigantesco para os nossos animais que merecem os seus direitos, merecem voz, representatividade e políticas públicas”, explicou a secretária.

Para muitos tutores, a iniciativa representa um alívio no orçamento e uma oportunidade de garantir mais qualidade de vida aos pets, além de contribuir para o controle populacional e a redução do abandono de animais.

A assistente Felicidade Lohrana, de 22 anos, levou seu gato para o procedimento e ressaltou a importância da ação para tutores que não têm condições de arcar com o serviço na rede privada. “É muito importante, eu fiz justamente para prevenir de que eles não tenham filhotinhos futuramente e acabem se perdendo pela rua ou coisas do tipo. Eu conheço muitas pessoas que quando foram ver os preços de uma castração hoje em dia, ficaram assustadas, e com esse programa ajudou muitas famílias”, disse.

Morador do bairro Colônia Terra Nova, o comerciante Robson Franklin, de 51 anos, também participou do mutirão levando seu pet e outros animais da vizinhança, reforçando o engajamento com a causa animal. “Eu sempre gostei dos animais, então, depois que eu tive uma condição melhor, aí eu comecei a viver assim, sendo ativista nessa causa, e ajudo o quanto eu posso. É primordial para o controle populacional. Vai evitar abandono, vai evitar maus-tratos, vai evitar gestações indesejadas, coisas que a gente vê muito na rua”, destacou.

O mutirão

A estrutura do mutirão contou com sete castramóveis e ocupou uma área de aproximadamente um quilômetro, com pontos organizados para acolhimento dos tutores, triagem, identificação dos animais e realização simultânea dos procedimentos. Equipes técnicas atuaram em todas as etapas para garantir agilidade, segurança e organização. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM) esteve no local fiscalizando todos os procedimentos da ação.

Além disso, o evento contou com um sistema de monitoramento em tempo real, que acompanhou a execução dos atendimentos ao longo do dia, permitindo o controle e a organização da ação.

Aplicativo Meu Pet Amazonas

Os atendimentos foram organizados a partir de agendamentos realizados pelo aplicativo “Meu Pet Amazonas”, ferramenta lançada pelo Governo do Amazonas, no dia 14 de março. A plataforma permite o cadastro de cães e gatos, solicitação de castração, acesso a orientações veterinárias e acompanhamento dos serviços. O aplicativo também disponibiliza canal para denúncias de maus-tratos e espaço para adoção responsável.

Quem não conseguiu participar do mutirão pode utilizar o aplicativo para agendar a castração do pet em uma próxima ação. A ferramenta permite que os tutores realizem o cadastro e garantam atendimento de forma prática e organizada.

FOTOS: Diego Peres e Mauro Neto/Secom