Grupo criminoso é preso acusado de aplicar golpe estimado em meio milhão de reais em Centro Universitário

Um grupo criminoso envolvido em golpes avaliados em mais de meio milhão de reais foi preso durante a operação “Clonazione” da Polícia Civil do Amazonas, por meio do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Os suspeitos foram presos em cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca apreensão.
Foram presos Adriana Saraiva Salgado, 34, Ayrton Freire Salgado, 25, Fernando Fernandes de Oliveira, 40, Giovanna Costa Perdigão, 25, e Levino Souza Evangelista Filho, 34. As prisões ocorreram nos bairros Tarumã, Santo Agostinho, Petrópolis e Nossa Senhora das Graças.
O grupo pagava mensalidades dos acadêmicos de um Centro Universitário, por meio de cartões de crédito clonados. De acordo com o delegado Adriano Félix, titular do 8º DIP, as investigações iniciaram no final de maio deste ano, após os infratores comprarem eletrodomésticos em uma loja no valor de R$ 200 mil com cartões clonados.
“A partir disso, a equipe descobriu quem são os chefes da organização criminosa. A partir daí fizemos um link com a fraude ocorrida na faculdade. Eles conseguiam esses cartões clonados, que vinham de São Paulo. Cada cartão clonado vale em torno de R$ 250 e, a partir daí, eles conseguiam essas vítimas e efetuavam esses golpes. Os eletrônicos comprados da loja com cartão clonado foram vendidos pela quadrilha no site de vendas OLX ou vendas diretas”, informou.
Conforme o delegado Fabiano Pignata, adjunto do 8º DIP, a operação foi deflagrada na quinta feira (10/09), e tinha intuito de desmantelar esse grupo criminoso de estelionatários. Os suspeitos clonavam cartões de créditos e efetuavam pagamento de mensalidade em uma instituição de ensino.
“Eles faziam a cooptação de alunos e esses alunos faziam o pagamento para eles com desconto, e logo após isso acontecia o pagamento no sistema via cartão clonado. O aluno via a oportunidade de pagar com desconto, procurava os indivíduos, pagava o valor e os suspeitos usavam o cartão clonado no sistema da faculdade. Os alunos alegam que não tinham conhecimento desse crime cometido pela quadrilha e os descontos variavam de R$ 100 a R$ 200 reais a mensalidade”, relatou.
Ainda segundo o delegado, a instituição de ensino instaurou um procedimento administrativo para efetuar o pagamento e denunciou o crime à polícia.
Adriana, Ayrton, Fernando, Giovanna e Levino foram indiciados por associação criminosa e estelionato.

 

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