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Vereadores de oposição em Presidente Figueiredo se dizem ameaçados de morte. SSP investiga

O vice-governador e secretário de Segurança Pública, Bosco Saraiva, determinou nesta segunda-feira (08/01) que a Polícia Civil inicie investigações para apurar denúncias de ameaças de morte a vereadores de Presidente Figueiredo (município localizado a 117 quilômetros de Manaus). Parlamentares da bancada da oposição formalizaram as denúncias junto à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e dizem estar sendo alvos de perseguição e ameaças feitas, supostamente, por pessoas ligadas ao atual prefeito.

As ameaças seriam represálias por conta da revelação de possíveis irregularidades na locação de um imóvel pela prefeitura. Entre março de 2017 e janeiro deste ano, já teriam sido pagos R$ 275 mil sem que, segundo os vereadores, a prefeitura utilizasse o local. Nesta segunda-feira, Bosco Saraiva recebeu os vereadores para ouvir os relatos sobre o caso. De acordo com o documento encaminhado a SSP-AM, formulado pelo vereador Jonas Castro Ribeiro (PSB), policiais militares ligados ao prefeito e ao vice-prefeito estariam sendo usados para intimidar opositores.

“Recebemos denúncias muito graves que atentam contra a segurança pessoal desse grupo de vereadores de Presidente Figueiredo. As providências policiais e de investigação serão tomadas imediatamente”, afirmou Bosco Saraiva.

O vereador Jonas Castro Ribeiro afirma que, além das denúncias que eles fizeram de que a prefeitura de Presidente Figueiredo alugou e fez benfeitoria em um imóvel particular, sem utilizá-lo, as ameaças teriam ganhado força com a cassação do prefeito e vice-prefeito em novembro do ano passado. O grupo de parlamentares que estaria sofrendo represálias é formado, ainda, por Anderson Leal (PMDB), Patrícia Lopes (PMDB), Assis Arruda (PSDB) e Inês Sampaio (PSB). O deputado estadual Vicente Lopes (PMDB) acompanhou o grupo na reunião com Bosco Saraiva.

“Nós, por sermos oposição, estamos sendo tolhidos. A gente formula algumas denúncias e tem algumas situações que não poderia deixar de formular, com relação ao aluguel de um prédio. E o irmão do proprietário foi a Câmara para dizer que queria colocar os ‘pingos nos is’, comigo. A gente teme que esse tipo de conduta leve a coisas piores”, disse o vereador. 

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