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Prefeito, Vereadores e Secretários de Tapauá-AM são presos em operação da MPE-AM

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), com apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Delegacia Especializada no Combate ao Crime Organizado (DRCO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a operação “TAPAUARA”, nome dado em homenagem ao sofrido e espoliado povo do Município de Tapauá, no interior do Amazonas.

 

INVESTIGADOS:

O objetivo da operação é desbaratar a Organização Criminosa composta pelo Prefeito do Município de Tapauá, “ZEZITO”, secretários Municipais, vereadores, incluindo o presidente da câmara, servidores públicos e empresários.

De acordo com as investigações (Promotores de Justiça), a organização criminosa atuava na prefeitura de Tapauá/AM, suspeitos de operacionalizar um esquema de corrupção generalizada, através de pagamento de propinas e mensalinho a vereadores para aprovação de medidas e aprovação de processos licitatórios fraudulentos.

MEDIDAS CAUTELARES:

A operação tem como objetivo cumprir:

– 10 (dez) mandados de prisão preventiva;

– 09 (nove) mandados de condução coercitiva;

– 09 (nove) mandados de busca pessoal;

– 26 (vinte e seis) medidas de busca e apreensão, devendo ser apreendidos documentos, celulares, computadores e veículos na Prefeitura, residências e empresas investigadas.

Em operação controlada, promovida pelo GAECO com apoio e participação dos delegados e investigadores da Delegacia Especializada no Combate ao Crime Organizado (DRCO), o empresário “Waltinho” foi filmado entregando propina a um integrante da Câmara de Vereadores, pedindo que este concordasse com medidas promovidas pelo Prefeito.

A investigação foi instaurada para apurar e concluir acerca da existência de ORCRIM envolvendo autoridades do Município de Tapauá/AM em concurso de agentes com diversos empresários.

Vários delitos foram praticados pela ORCRIM, dos quais se destacaram os crimes de ameaças, uso de “laranjas”, corrupção ativa e passiva, fraudes a procedimentos licitatórios, lavagem de dinheiro, abuso de autoridade, dentre diversos outros delitos gravíssimos, com fito de lograr a consumação e consequente obtenção e distribuição do proveito dos crimes entre seus membros, assim alcançando vantagens indevidas movimentando cifras superiores a R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais).

A operação iniciou após denúncia ao Ministério Público do Estado do Amazonas que levou à investigação de indícios de pagamento de propina a servidores públicos e vereadores do município, por intermédio da empresa V. W. COMÉRCIO, CONSTRUÇÕES E TRANSPORTES LTDA, administrada pelo irmão do vereador Alvemir Maia, presidente da Câmara, o empresário Walter Oliveira Maia, “Waltinho”, que também teve prisão preventiva decretada.

As técnicas de investigação utilizadas foram a coleta de dados em fonte aberta de acesso restrito, acompanhamentos, vigilâncias, Ação Controlada e Medidas Cautelares Sigilosas, devidamente autorizadas pelo Poder Judiciário.

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