Cidades

Prefeitura já estabilizou seis quilômetros de igarapé com dragagem e contenções

Aproximadamente seis mil metros de igarapés já foram estabilizados pela Prefeitura de Manaus com os trabalhos de dragagem e, em alguns pontos, construção de contenções para evitar que as águas das chuvas, constantes nesse período, transbordem invadindo vias e áreas ocupadas por residências. O trabalho é realizado desde o final do verão passado e tem sido fundamental para que a cidade enfrente, sem maiores transtornos, o período chuvoso que começou em dezembro e se estende até meados de junho.

Atualmente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) mantém seis pontos de dragagem. O prefeito Arthur Virgílio Neto vistoriou os trabalhos em dois deles nesta quarta-feira, 20/2. O primeiro, o igarapé dos Franceses, na comunidade Santa Cruz, Flores, zona Centro-Sul de Manaus, onde uma retroescavadeira de grande porte faz o trabalho de desassoreamento, retirando todos os tipos de resíduos e sedimentos que provocam a subida do leito e a obstrução das águas.

“No começo dos trabalhos, o leito estava em outro nível, bem perto das margens, qualquer coisa transbordaria e, agora, percebemos que o curso está limpo e cada vez melhor, porque a dragagem vai continuar”, disse. “Estamos trabalhando em seis outros igarapés, fazendo dragagem para evitar que, quando chover muito, transborde e crie problemas para os moradores das redondezas. Já fizemos, no total, seis quilômetros de dragagem de igarapés em toda a cidade. Começamos antes, no verão, preventivamente”, explicou o prefeito.

Entre o material retirado do leito do igarapé há uma grande quantidade de areia. Mais de 200 caçambas com esse material já foram retiradas para outro local, onde será reciclado para reutilização em serviços da prefeitura. “Todo esse material serve para ser reaproveitado nos ramais, nas drenagens, ou seja, nada disso se perde. Duzentas caçambas já saíram daqui carregadas”, reforçou Arthur Neto.

Conscientização

O prefeito voltou a chamar a atenção para o ato de jogar lixo e materiais, como restos de geladeiras, de pneus, partes de carros e motos, como os encontrados no igarapé da comunidade Santa Cruz. Ele destacou que essa é uma prática extremamente danosa, porque impede o curso natural da água, provocando alagamentos em vias e residências. “A água vai avançando. Nada a contém. Nós queremos que ela corra livremente. É um hábito de alguma parte da população que precisa ser largado, de não perceber que o igarapé é a vida. Se essas pessoas não perceberem isso, continuarão causando problemas para elas mesmas”, advertiu.

“Uma dragagem é o aprofundamento do leito do igarapé que, normalmente, está assoreado pela quantidade de lixo que é jogado. Esse lixo vai sendo coberto pela areia e outros sedimentos do próprio igarapé e, esse leito vai subindo. A dragagem é a remoção desse material para que se devolva a profundidade do leito do igarapé e ele possa comportar a quantidade de água necessária”, explicou o secretário da Seminf, Kelton Aguiar.

Moradores da comunidade Santa Cruz, que acompanharam os trabalhos, ressaltaram o resultado que o serviço trará para a comunidade. “É importante, porque antes desse trabalho de dragagem, quando chovia muito, todas essas casas eram atingidas pelo alagamento. Há casas aqui que eram completamente invadidas pelas águas”, disse o morador Edilson Leite. Ele agradeceu pessoalmente ao prefeito pelo trabalho realizado.

Outros pontos

Ainda na manhã desta quarta, já debaixo de chuva, o prefeito Arthur Neto e sua equipe estiveram também na comunidade Valparaíso, Cidade de Deus, zona Leste, onde outro igarapé também recebe o trabalho de dragagem. “Esse é um trabalho que pode, perfeitamente, ser realizado embaixo de chuva”, exemplificou o prefeito, que não reduziu o ritmo das obras nesse inverno.

Outros quatro pontos estão recebendo trabalho de dragagem: na avenida Torquato Tapajós, onde está sendo feita a recuperação de toda a área que foi danificada por obras de contenção irregulares; na avenida das Flores; Distrito Industrial; e estrada dos Franceses.

 

Texto: Jacira Oliveira / Semcom

Fotos: Alex Pazuello / Semcom

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