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Diagnóstico sobre Infestação do Aedes inicia em oito bairros de Manaus

O 1º Diagnóstico da Infestação do Aedes aegypti de 2019 foi iniciado nesta segunda-feira, 4/2, nos bairros Cidade de Deus, Flores, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Puraquequara, Santo Antônio, Glória e São Raimundo. O trabalho é executado pela Prefeitura de Manaus e seguirá até o dia 18 de fevereiro, com meta de atingir 28 mil imóveis distribuídos em todos os bairros de Manaus.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, o levantamento do índice de infestação do Aedes, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, é realizado periodicamente, quando agentes de saúde realizam visitas domiciliares para identificar e coletar as formas imaturas (larvas) do mosquito, eliminando potenciais criadouros.

“A metodologia de trabalho, proposta pelo Ministério da Saúde, é realizar a vistoria em uma amostra representativa de aproximadamente 20% dos imóveis do município, determinada em função da população e do número de imóveis existentes. O objetivo final é verificar o grau de risco para a proliferação do mosquito e, assim, estabelecer estratégias para o combate ao Aedes de acordo com a realidade de cada comunidade”, informa Marcelo Magaldi, destacando que esse é um trabalho que foi reforçado na gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto.

A partir desta terça-feira, 5/2, o levantamento também será iniciado nos bairros Novo Aleixo, Flores, Parque 10 de Novembro, Armando Mendes, Coroado, Vila da Prata e Compensa 1 e 2.

O chefe do Núcleo de Controle da Dengue da Semsa, Alciles Comape, afirma que as visitas serão realizadas em domicílios nas zonas Norte, Leste, Oeste e Sul, e, após a conclusão dos trabalhos, será elaborado o Mapa de Vulnerabilidade dos bairros, definindo as ações prioritárias de combate ao Aedes.

“No ano passado, Manaus registrou uma redução de 54,05% nos casos confirmados de dengue, zika vírus e chikungunya, em comparação com 2017. E no mês de janeiro deste ano, houve uma redução de 41,2% no número de notificações dessas três doenças, em comparação com janeiro de 2018. Mas, a população deve continuar alerta porque esse cenário de redução pode ser alterado a qualquer momento, caso as medidas de prevenção não sejam executadas em cada um dos domicílios”, alerta Alciles Comape.

Para a aposentada Deunice Miranda, 67 anos, moradora do bairro São Raimundo (zona Oeste), que recebeu a visita de um agente de saúde nesta segunda-feira, 4/2, a ação de prevenção é o mais importante. “Acho que é muito importante para todas as pessoas. Eu tomo alguns cuidados para evitar o mosquito, não deixo água acumulada no quintal, limpando a sujeira e cada um tem que zelar pelo que é seu e contribuir com o trabalho”, afirma Deunice Miranda.

Risco

No Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti realizado em janeiro de 2018, o percentual de imóveis com focos de mosquito apresentou Índice de Infestação de 3,0%, o que representa Médio Risco para as doenças transmitidas pelo Aedes (médio risco compreende valores entre 1,0 e 3,9).

No mês de outubro de 2018, foi realizado um novo diagnóstico, que apresentou um Índice de Infestação de 1,1%, mantendo Manaus em Médio Risco.

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Texto: Eurivânia Galúcio/Semsa

Fotos: José Nildo/Semsa

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