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Prefeitura intensifica monitoramento em comunidade atacada por morcegos

Uma equipe formada por oito profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) seguiu nesta terça-feira, 22/1, para a comunidade Nova Jerusalém, localizada na calha do rio Negro, com o objetivo de continuar com o protocolo de atendimento antirrábico humano, iniciado na última sexta-feira, 18/1, a partir de notificação de ataques por morcego naquela localidade. O trabalho será feito com o apoio de dois profissionais da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, o trabalho de investigação epidemiológica, que a Semsa mantém sob controle, identificou até o momento 13 pessoas que sofreram ataque por morcego na comunidade Nova Jerusalém e, mesmo sem apresentação de sintomas de raiva humana, o protocolo de atendimento deve ter continuidade para a prevenção de complicações pelas agressões.

“Sempre que há a notificação de uma agressão por animal silvestre com potencial para transmitir a raiva, como é o caso do morcego, a Semsa inicia o protocolo de atendimento antirrábico humano, seguindo o esquema pós-exposição recomendado. O objetivo dessa nova visita à comunidade é seguir com o esquema vacinal dos pacientes, fazer a captura e identificação da espécie de morcegos hematófagos, o que vai permitir a realização do exame para verificar se há circulação do vírus da raiva entre os animais”, informa Marinélia Ferreira.

Prevenção

Com os ataques por morcegos na comunidade Nova Jerusalém, a Semsa está reforçando as orientações junto aos profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde Fluviais. Coordenadas pelo Distrito de Saúde (Disa) Rural, as Unidades Fluviais atendem 41 comunidades localizadas ao longo do rio Negro e 23 comunidades ao longo do rio Amazonas.

Os profissionais que atuam na UBS Fluvial Ney Lacerda, que atende as comunidades do rio Negro, participaram de reunião na manhã desta terça-feira, 22/1, e receberam orientações sobre a necessidade de maior atenção para os relatos de moradores sobre agressões de morcegos e também para alertar a população sobre os riscos para a transmissão da raiva por animais silvestres.

“Sempre que a equipe da UBS Fluvial prepara uma viagem, o Disa Rural realiza uma reunião para alinhar os processos de trabalho. Com as ocorrências na comunidade Nova Jerusalém, os profissionais foram orientados para fazer a busca ativa de pacientes que possam apresentar sinais de ataque por morcegos. Também irão levar a vacina e, se houver algum caso de agressão identificado, poderão iniciar imediatamente o tratamento antirrábico humano”, informa a chefe da Divisão de Vigilância em Saúde do Disa Rural, Shelley de Sá Fernandes.

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Texto: Eurivânia Galúcio/Semsa

Fotos: Divulgação/Semsa

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